segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Folha: Agora, só falta o torturador

Por Luiz Carlos Azenha, via Vi o Mundo


Depois de publicar a ficha falsa de Dilma Rousseff na capa do jornal; depois de contratar um guru americano para ver as imagens de Dilma e Serra e “ler” a personalidade dos candidatos; depois de concluir que a ministra Dilma torrou um bilhão dos brasileiros em contas de luz; depois disso tudo a Folha foi entrevistar um ex-agente da ditadura para traçar um “perfil psicológico” da candidata. Agora só está faltando o Otavinho achar o torturador para “desmoralizar” a Dilma:

Espião de Dilma

Ex-agente da ditadura militar acha que Dilma “nasceu para mandar, não para ser mandada” e acredita que “Lula vai se enganar com ela”

plínio fraga, enviado especial a Porto Alegre, na Folha

Nos arredores de Tristeza, um ex-espião da ditadura militar assiste na televisão à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com desconfiança. “Ela não é tão boazinha assim”, afirma.

“Nasceu para mandar. Não para ser mandada. Lula vai se enganar com ela.”
Filha de imigrante, líder de grupos de resistência à ditadura, ministra e candidata a presidente, Dilma Rousseff pode dizer que foi longe.

o se pode dizer o mesmo de Sílvio Carriço Ribeiro, 69, ex-agente da chamada “comunidade de informações” na ditadura (1964-1985) e ex-coronel da Brigada Militar: continua morando perto da casa em que Dilma viveu, na Vila Assunção, na zona sul de Porto Alegre, região onde mantinha campana para investigar a “subversiva”.

O bairro de Vila Assunção cresceu espremido entre o rio Guaíba e os vizinhos Cristal e Tristeza, na zona sul de Porto Alegre. É de lá que Ribeiro assiste a Dilma na propaganda eleitoral gratuita, sorridente, tranquila, sem óculos, cabelos arrumados e com um discurso suave.

“LOBO”

O ex-coronel relembra a Dilma que vigiou: cabelos armados, óculos de lente grossa, com personalidade forte para intervir em discussões entre esquerdistas e fazer valer sua opinião.
“Pessoas desse tipo são duras, amargas. Ela é uma mulher amarga. Não é aquilo que está aparecendo na televisão. É lobo em pele de cordeiro”, diz ele.

Em 1972, depois que Dilma saiu da prisão em São Paulo, onde foi torturada por agentes da repressão por pertencer a grupos clandestinos de resistência à ditadura, a hoje candidata do PT mudou-se para Porto Alegre, onde seu segundo marido, Carlos Araújo (dirigente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, que se definia como “organização marxista-leninista de guerra revolucionária”) estava preso.

À época, fazia quatro anos que Ribeiro entrara para a “comunidade de informações”, forma como seus integrantes se referem aos órgãos de espionagem do regime militar. Teve como missão manter Dilma sob vigilância.

“A informação que a gente tinha é que ela era contato, esse é o termo. Mantinha contatos com gente de Minas, São Paulo, Rio. Se a polícia estava em cima de fulano, eles decidiam mandá-lo para o Sul. “Baixar” o fulano era a expressão que usavam. A Dilma acolhia essas pessoas.”

Lotado no Departamento Central de Informações (DCI), o serviço secreto da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Ribeiro afirma que Dilma começava àquela época a atuar “mais como militante política do que como guerrilheira”, sendo este último o período que vai de 1965 a 1970, quando ela foi presa.

CONTATO

“Na década de 70, ela exercia mais a função de acolher gente. E também de recrutar para militar. Era a função maior dela. Mas, além disso, planejava ações e sabia quem executava”, afirma ele hoje.

Ribeiro é reticente sobre a maior polêmica envolvendo Dilma à época da ditadura: sua participação ou não em ações armadas, assaltos e assassinatos de opositores.

A atual candidata a presidente nega que tenha atuado diretamente nessas ações, mas são correntes afirmações de que ela tinha conhecimento, ordenou ou planejou várias delas. “Você determinar ou saber quem fez uma coisa dessas não diminui sua responsabilidade. A responsabilidade é até maior”, declara Ribeiro.

“O movimento exigia gente forte, que não pensava duas vezes para fazer as coisas”, declara.

Em 1998, no final do governo de Olívio Dutra (PT), Ribeiro enfrentou um Inquérito Policial Militar que o exonerou da Brigada Militar, já quando era reservista.

Foi condenado e afastado do oficialato sob acusação de ter feito compras indevidas numa olaria pertencente à Brigada Militar.

Ribeiro recorreu à Justiça Comum para tentar reaver o posto (e os vencimentos) de oficial da Brigada Militar.
Ele afirma que, no final dos anos 80, sua casa foi arrombada e levaram “documentos, fotos e fitas” que mantinha armazenados do tempo em que atuava nos órgãos de repressão. “Eram gravações de assembleias, fotos de reuniões, atas”, releva, por ter mantido consigo informações que deveriam ter sido arquivadas em repartições públicas.

“Não levaram nada de valor da casa. Levaram os arquivos e deixaram claro que era isso o que interessava.”

Colaborou fernando rodrigues, da Sucursal de Brasília

Nota Re-patriated: Na falta da tal "bala de prata" o panfleto político do Sr. Frias se vale de qualquer "bala de merda". Até delator traçando perfil de Dilma, serve. Vejam, o tal espreitador dos torturadores não apresentou nenhum documento que comprovasse qualquer contato com a candidata.

Pior. Deram palavra para um sujeito que foi espião da ditadura, um alcaguete que entregava os nomes de pessoas que seriam presas, torturadas, estupradas e assassinadas.

É a impren$inha desesperada atirando para qualquer lado, mas nada que cause grande espanto, em se tratando de gente que colaborava e até emprestava veículos para a "DITABRANDA". Podre!

Desta vez, não vou colocar a foto de uma bunda para enfeitar o post, em respeito aos que sofreram e morreram no porões no regime. Preferi  inclusive, imagens fortes e que mostram a realidade do que foram aqueles dias. Nada brandos ou românticos.

Contudo, não poderia deixar os jornalistas que se prestaram ao que minha avó chamava de "papel higiênico" e assinaram o lixo acima sem a devida homenagem. Tomei a liberdade de colocar seus nomes em letras minúsculas, tal qual o serviço que prestaram aos leitores



domingo, 12 de setembro de 2010

Muguegada Extra! homenagem à impren$inha!

As grandes redações do país estão repletas de bundões decadentes. Diferententemente, no Re-patriated não. Aqui só tem bundões que merecem respeito!

Jornalismo de esgoto. A bunda Veja

Palmeiras: até quando?




Covardes!


Como pode a revista semanal de maior circulação do país acusar a ministra-chefe da Casa Civil de beneficiar um empresário a partir de um "esquema", cujo filho dela seria intermediário, e ficar por isso mesmo? O que falta acontecer para as autoridades tomarem uma providência? 

A sociedade, representada por suas instituições vai ficar calada, assistindo? Não me conformo! A reporcagem foi parar na capa da revista. As reações na blogosfera foram imediatas. No sábado mesmo a ministra veio a público protestar. Afirmou que o jornalista que a entrevistou simplesmente ignorou suas respostas. Disse que irá processar a Veja por danos morais e vai exigir direito de resposta. Só aconselho a ela que não recorra à vara de Pinheiros. Por alguma razão inexplicável, a Editora Abril não perde uma lá. O empresário citado na reporcagem também falou. Disse que não fez denúncia alguma à revista e que não é sócio da empresa citada. Onde chegamos, minha gente? Não é a primeira vez, mas esse procedimento está passando dos limites. Será que teremos que fazer passeata, manifestação e ação civil publica até que a editora se retrate? Está certo que ninguém mais liga para a Veja. Ficam nas soleiras das portas dos apartamentos, amontoadas nas portarias dos prédios e encalhadas nos pontos de venda. Em nove anos teve sua tiragem reduzida em 30%. Mas, mesmo assim, serve de escada para aquele que já foi o mais importante telejornal do país, mas que hoje não passa de um tablóide de gosto duvidoso, ampliar o alcance de uma mentira. É uma afronta à sociedade brasileira, seja contra quem for. Que venha a concorrência internacional, o controle externo sobre os meios de comunicação e o fim da publicidade oficial neste tipo de imprensa leviana. Do jeito que está não dá para ficar. Covardes!

Muguegada de domingo!

sábado, 11 de setembro de 2010

"É chinelada na paulistada. Mostra a vista panorâmica do Rio, é humilhante. Vão levar o que para São Paulo?"

A brilhante frase é de autoria do prefeito do Rio, Eduardo Paes do PFL, ops! PSDB, digo PMDB, ufa! típico político que muda de partido, de ideologia e de roupa com a mesma rapidez. Tornou-se figura popular com sua performance teatral no affair Mensalão/Correios, sempre contando com a boa vontade da impren$inha.

Aqui temos um raio X da carreira política do prefeito do RJ, extraída do site Eduardo Paes Não:

Eduardo Paes começou a carreira de forma relâmpago, pulando do PV para o PFL para ser subprefeito e depois Secretário do Meio Ambiente do Prefeito do Rio Cesar Maia. Ambicioso, Paes ele queria mais. Ele traiu a seus maiores apoiadores, tornando-os seus inimigos, e bandeou-se para o PSDB. No PSDB, foi líder do partido e teve atuação forte na CPI dos Correios, batendo forte e raivosamente no Governo Lula. Se apresentou como a cara da oposição na TV e jornais. Até que finalmente traiu o partido, que contava com ele para ser seu candidato à Prefeitura do Rio, e foi para o PMDB de Garotinho e Cabral.



Mas, na vida de um político que só tem projetos pessoais, assim como na obra de Augusto dos Anjos; "O beijo, amigo é a véspera do escarro". O anteontem neoliberal anda agora de braços com um bando de petralhas e comunistas. Rasgou o passado e até escreveu carta de próprio punho para a primeira dama, dona Marisa  se desculpando por seus excessos na frente das câmeras.


É certo que a mídia golpista vai tentar colar essa figura bossal a Lula, a Dilma e, principalmente a Mercadante que começa sua escalada rumo ao Palácio dos Bandeirantes. Um tipo desse naipe como aliado, continua sendo um ótimo cabo eleitoral de Alckmin. Parece que o gene demo-tucano ainda está ali.

Só para constar; o Rio é deslumbrante, o povo é bacana e o espírito é muito bom. Longe de mim ficar ofendido no orgulho ou algo do gênero. A crítica é a postura da figura pública que fica alimentando bairrismos e preconceitos. Isso é desnecessário e não acrescenta nada ao país. Então, nobre alcaide:


Muguegada de sábado!

Coisas que você não vai ler nos jornais esportivos de hoje

MP investiga possíveis irregularidades na doação do terreno do Morumbi ao SP
Alexandre Sinato e Thales Calipo, via UOL Eporte
O Ministério Público, por meio da Promotoria de Habitação e Urbanismo da Capital, instaurou um inquérito para apurar possíveis irregularidades na doação do terreno feita ao São Paulo para a construção do estádio do Morumbi. O órgão tenta levantar se todas as exigências contidas no acordo firmado na década de 1950 entre o clube e a Imobiliária e Construtora Aricanduva, com a conivência da Prefeitura, foram cumpridas.
Pelas primeiras investigações, no entanto, o Ministério Público apontou duas irregularidades. O São Paulo não teria cumprido as obrigações de construir no terreno doado, entre outras facilidades, um parque infantil de livre acesso à população e um estacionamento, que deveria ocupar uma área de 25 mil metros quadrados.
A representação encaminhada pela Associação dos Moradores da Vila Inah, entidade que apresentou os documentos que comprovaram a doação feita ao São Paulo em 1952, solicita que, se as irregularidades forem comprovadas, o terreno poderá até ser passado novamente para o poder público, sem qualquer tipo de pagamento ao clube, independentemente das melhorias realizadas no local.
No entanto, o promotor Raul de Godoy Filho, responsável pelas investigações, afirmou que a possibilidade de o São Paulo perder o seu estádio é remota. Mesmo assim, uma resposta definitiva sobre o caso só poderá ser dada após 30 dias, prazo que o Departamento Patrimonial da Prefeitura tem para responder aos questionamentos feitos pelo Ministério Público.
“Vamos aguardar o retorno do ofício e, confirmada as irregularidades, o Ministério Público pode promover uma ação ou um termo de ajustamento de conduta. Caso o São Paulo não consiga cumprir com o que foi determinado no acordo, vamos analisar o que pode ser feito em troca, de forma adequada, e que não afete o aspecto urbanístico”, explicou Godoy Filho ao UOL Esporte.


Leiam também MP mira terreno de estádio corintiano e diz não ter sido procurado para acordo

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Filha de Serra fez a maior quebra de sigilos do mundo

Por Paulo Henrique Amorim, via Conversa Afiada

A revista CartaCapital que está nas bancas traz reportagem de Leandro Fortes que vai calar o Zé Baixaria e seus auto-falantes do PiG (*).


Por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC/Serra a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.

É isso mesmo o que o amigo navegante leu: a filha de Serra abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros por 15 dias durante o governo FHC/Serra.

A Decidir.com é o resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas.

Veja aqui a prova da associação com documentos do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.

O primeiro “plano de negócios” da empresa era assessorar licitações públicas.

Imagine, amigo navegante, assessorar concorrências !

A certa altura, em 2001, a empresa resolveu ser uma concorrente da Serasa.

Fez um acordo com o Banco do Brasil e através disso conseguiu abrir sigilos bancários.

O notável empreendimento de Miami conseguiu também a proeza de abrir e divulgar a lista negra do Banco Central.

O intrépido jornalismo da Folha (**) fez uma reportagem sobre o assunto, mas motivos que este ordinário blogueiro não consegue imaginar, omitiu o nome da empresa responsável pelo crime.

A Folha (**) abriu ela própria o sigilo de 700 autoridades que passaram cheques sem fundo.

O então presidente da Câmara Michel Temer oficial o Banco Central.

E, a partir daí, operou-se um tucânico abafa.

O Banco Central não fez nada.

A Polícia Federal não fez nada.

O Ministério da Fazenda não fez nada.

O Procurador Geral da República não fez nada.

Faltava pouco para a eleição presidencial de 2002, quando José Serra tomou a surra de 61% a 39%.

A filha dele largou a empresa, provavelmente em nome dos mais altos princípios da Moral.

Mino Carta tem a propriedade de publicar reportagens que equivalem a tiro de misericórdia.

Quando dirigia a revista Isto É, publicou a entrevista do motorista que implodiu o governo Collor.

Agora, ele e Leandro, processados por Gilmar Dantas (***), dão o tiro de misericórdia na hipocrisia dos tucanos paulistas.

A partir desta edição da CartaCapital, a expressão “violar o sigilo” passa a ser uma forma de ofensa à memória dos brasileiros.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(***) Clique aqui para ver como um eminente colonista (****) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (**) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.


Nota Re-patriated: A matéria do Conversa Afiada está ilustrada pela foto da filha de José Serra. Contudo, este blogueiro que diariamente homenageia a beleza feminina ficou constrangido em reproduzir a imagem. Assim preferi colocar uma pasta no lugar da mocinha.

Desconstruindo a indignação

Aqui o candidato Serra aparece acusando Deus e todo mundo pela quebra de sigilo de sua filha:

Mas, quando ainda era governador de São Paulo, informado sobre a máfia que vendia dados de 100 milhões de brasileiros nas ruas da capital, relativizou a questão. A matéria do SBT foi ao ar em outubro de 2009.

Então, Zé qual a novidade? se em 2009, quebra de sigilo era coisa de criminosos comuns, o que mudou?

Frase do dia !