quarta-feira, 15 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Quem é o senador Jorge Bornhausen
Por Altamiro Borges, via NovaE Na crise política do ano passado, sinistros personagens conquistaram os holofotes da mídia por sua postura raivosa e golpista. Entre eles, destaca-se o senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL. Quando a tensão atingiu o seu ápice, ele festejou a possibilidade do impeachment do presidente Lula e da derrota das esquerdas para uma platéia de ricaços em São Paulo: "Vamos nos livrar dessa raça por uns 30 anos". Rechaçado pela declaração racista, o notório reacionário tentou remendá-la. Na seqüência, diante dos cartazes espalhados em Brasília com sua foto sobreposta a uma imagem nazista, ele teve um chilique e esbanjou histeria, relembrando seus velhos tempos de serviçal da ditadura militar. Processou o sociólogo Emir Sader, um dos intelectuais brasileiros mais lúcidos e corajosos na denúncia da oposição de direita e que o taxou de "banqueiro racista" num texto à Agência Carta Maior. A ofensiva da velha raposa oligárquica, que durante algum tempo ficou na moita, mostra que a oposição liberal-conservadora está excitada. Escorraçada na eleição presidencial de 2002 e em 2006, ela continua a querer a revanche e não esconde o seu ódio de classe - para tristeza dos mercadores de ilusões que apostaram no fim da luta de classes no país! Passado sinistro Mas o senador Jorge Konder Bornhausen não está com esta bola toda! Como desabafou o presidente Lula, irritado com os hidrófobos do PFL, "eles não têm moral para criticar". Na vida política, o senador sempre esteve a serviço das piores causas. Ele iniciou sua carreira na UDN, partido da elite, com roupagem moralista, conhecido pelas ações golpistas contra Getúlio Vargas e João Goulart. Após o golpe de 1964, foi um dos líderes da Arena, partido da ditadura, da tortura e dos assassinatos, sendo presenteado com o posto de governador biônico de Santa Catarina. Com a redemocratização, fundou o PFL e ajudou a forjar a imagem de Fernando Collor de Mello. Defendeu este governante corrupto até o seu impeachment. No triste reinado de FHC, Bornhausen foi um de seus principais ministros e ajudou no nocivo processo de privataria do Estado e de desmonte do Brasil. Em toda sua trajetória política, inclusive como embaixador, ele se projetou pela postura de subserviência diante dos interesses imperialistas dos EUA e de apologista do ideário neoliberal de enxugamento e privatização do Estado, de abertura indiscriminada do mercado interno, de redução dos gastos públicos nas áreas sociais e de flexibilização dos direitos trabalhistas. Uma coisa é certa: ele nunca escondeu as suas posições nitidamente identificadas com as teses da direita mais reacionária e entreguista, como se constata em seus discursos no Senado de fácil acesso na internet. Já na vida privada, o banqueiro Jorge Bornhausen também tem um passado bastante suspeito. Oriundo de uma família oligárquica de Santa Catarina, ele sempre gozou de muito dinheiro e poder, tanto que chegou à presidência da poderosa Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Nas relações promiscuas entre o público e o privado, que caracterizam os patrimonialistas tupiniquins, o senador já foi acusado de vários atos ilícitos. Em junho de 2002, por exemplo, a revista Isto É denunciou: "Na investigação sobre remessa ilegal de dinheiro, Polícia Federal acha boleto bancário em nome de Bornhausen". A matéria descrevia em detalhes um megaesquema de corrupção no envio irregular de bilhões de dólares do Brasil ao exterior. "Na papelada encontrada por investigadores americanos na agência do Banestado em Nova York havia um boleto bancário no valor de R$ 185 mil em nome de Jorge Konder Bornhausen". Esse montante teria saído da agência do Banco Araucária em Foz do Iguaçu. Em seguida, passou por um offshore num paraíso fiscal e desembarcou nos EUA. Com 35 mil páginas, o relatório da PF revelava a movimentação de 137 contas suspeitas feita através da CC-5. Entre 1992 e 1997, pessoas e empresas utilizaram este recurso para enviar ilegalmente ao exterior R$ 124 bilhões. Deste montante, a PF identificou quase R$ 12 bilhões que provinham de dinheiro sujo, "procedente de corrupção, tráfico de drogas e de armas e outros ilícitos" [2]. Estranhamente, FHC arquivou o dossiê da PF e ainda afastou o delegado José Castilho Neto, responsável pela investigação. "O estopim foi a divulgação do nome do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, entre os envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro". A investigação ainda incriminou vários tucanos de alta plumagem, como o próprio FHC, José Serra e o falecido Sérgio Mota [4]. Revelou que o Banespa, sob controle do PSDB, usou este mesmo esquema de lavagem para enviar US$ 50 bilhões ao exterior em 1997. O Banestado quebrou em 1998, num escândalo que causou prejuízos de US$ 200 milhões para seus quatro mil clientes. Essa lavanderia mundial foi uma das fontes de recursos do condomínio PSDB-PFL. Jorge Bornhausen também aparece em outros casos sinistros. Segundo o deputado Eduardo Valverde (PT-RO), ele esteve diretamente envolvido no escândalo da Pasta Rosa, que relacionou 49 parlamentares que receberam dinheiro para suas campanhas da Febraban e do Banco Econômico que nunca foi contabilizado - o famoso caixa-2. Luiz Carlos Bresser Pereira, tesoureiro da campanha de FHC em 1994, reconheceu publicamente que cerca de R$ 10 milhões destes recursos não foram contabilizados. O senador ainda é citado no caso da Feira de Hannover, "em que sua filha, sócia de uma empresa, ganhou sem licitação um contrato de quase R$ 17 milhões para a organização da feira. Jorge Bornhausen foi o principal defensor do governo FHC porque obtinha vantagens, não era por ideologia", ironiza o deputado petista. Em junho de 2003, os procuradores Luiz Francisco de Souza, Raquel Branquinho e Valquíria Quixadá entregaram à Receita Federal cerca de seis mil documentos sobre 52 mil pessoas que lavaram US$ 30 bilhões nos EUA a partir do Banestado de Foz do Iguaçu. O maior foco de investigações recaiu sobre "a família do sr. Jorge Bornhausen, do PFL, cujo banco familiar, o Araucária, lavou ao menos US$ 5 bilhões nesse esquema, que envolvia dinheiro de traficantes, de doleiros, mas sobretudo das sobras de campanhas eleitorais" [5]. Todos estas graves denúncias, infelizmente, não fluíram no conciliador governo Lula. Elas bem que poderiam desmascarar muitos dos que hoje pousam de políticos honestos e esbanjam arrogância. Notas 1- Marco Aurélio Weissheimer. "Escolha o seu lado e as suas causas". Agência Carta Maior, 04/11/05. 2- Andrei Meireles e Expedito Filho. "Surpresa para todos". Revista Isto É, 17/06/2002. 3- Amaury Ribeiro e Sônia Filgueiras. "Operação maluco". Revista Isto É, 21/06/2002. 4- Leonardo Attuch e Hugo Studart. "Os nomes e as provas do dossiê da PF". Isto É Dinheiro, 07/07/02. 5- "MP acusa Bornhausen de lavar US$ 5 bilhões no exterior". Revista Consultor Jurídico, 15/06/03 Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "Encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, junho de 2005). |
A frase do dia ...
Lula falou (o vídeo está disponível aqui) e o establishment ficou em polvorosa, indignados. Não faltaram reações, carregadas de rancor e preconceito, tanto da impren$inha quanto da “massa cheirosa”.
Quando o mesmo Bornhausen declarou que haviam se livrado da raça petista, ganhou destaque nas páginas da restrospectiva do ano de Veja.
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| Image by Veja |
Ou seja, Lula diz que o Brasil precisa estirpar o DEM (direita raivosa) e vira o apedeuta exterminador de opositores e que quer virar ditador. Para quem tiver disposição, recomendo o vídeo do Millenium Guy, Nivaldo Cordeiro. Já o presidente de honra (????) do DEM quando fez uma declaração muito mais bilicosa, em 2005, foi tratado como homem sério e que estava combatendo a pilantragem petralha. Só para lembrar, o Democratas é o partido do senador por Goiás Demóstenes Torres, aquele do estupro consesual.
Hipócritas! para vocês uma bela BUNDA!
Um time irritante
Por Barneschi, via Forza Palestra
Já vimos o Palmeiras em campo com times que nos deixavam envergonhados. Já vimos jogadores descompromissados, sem caráter e sem dignidade. Já vimos times com nível técnico abaixo do aceitável, já passamos por situações vexatórias, já encaramos derrotas que ficaram marcadas por toda a vida. Nada parece suficiente para surpreender o palmeirense, mas este time atual, longe de ser ruim ou incapacitado, está entre os mais irritantes que já tivemos. Não há vergonha, inconformismo ou mesmo revolta que supere a irritação que estes jogadores provocam no torcedor a cada jogada desperdiçada, a cada passe errado, a cada gol perdido.
Este 0-0 contra o Vasco certamente é menos vexatório que a inaceitável derrota sofrida para os marias na semana passada, mas imagino que outros palmeirenses devem ter deixado o Pacaembu tão irritado quanto eu. Porque não dá para entender como tantos lances podem ser desperdiçados de maneira cretina pouco antes de se transformarem em uma oportunidade de gol. É nego que, no último minuto, tropeça na área e desaba antes de a bola chegar, é bola que fica rodando de pé em pé sem que alguém se apresente para a finalização, é drible errado, é lançamento no pé do zagueiro, é o escambau. Tudo parece dar errado e o torcedor só se irrita a cada nova tentativa grotesca.
Veio mais um empate. Mais um fracasso em casa. Mais uma vergonha. O Palmeiras tem 4 vitórias, 4 empates e 3 derrotas nos 11 jogos que fez em casa. 4 vitórias em 11 jogos?! Uma campanha desprezível, inaceitável e incompatível com a nossa história. Isso pesa mais até que as 11 igualdades ao longo do campeonato, já que sete delas vieram na condição de visitante. Os empates e derrotas em casa, cada qual com uma história mais irritante, são o que de pior pode existir neste ano perdido - mais um!
***
1997, Campeonato Brasileiro, Final
Palmeiras 0-0 Vasco. 54.243 pagantes
O time: Velloso; Pimentel, Roque Jr., Cléber e Júnior; Rogério, Marquinhos, Alex (Oséas) e Zinho; Euller (Edmílson) e Viola. DT: Luiz Felipe Scolari.
Vasco 0-0 Palmeiras. 89.900 pagantes
O time: Velloso; Pimentel, Roque Jr. Cléber e Júnior; Rogério, Galeano (Marquinhos), Alex (Oséas) e Zinho; Euller e Viola (Cris). DT: Luiz Felipe Scolari.
Tudo bem que Felipão não era o comandante do time no assustador empate de São Januário, no turno, mas não pude deixar de pensar nos dois jogos de 1997 enquanto me irritava a cada erro dos nossos jogadores na tarde de hoje no Pacaembu.
Duas conclusões disso tudo:
1. Evitem comparar os times;
2. Felipão chegou no segundo semestre de 1997. Pegou um time destroçado depois da derrocada no Paulistão daquele ano e foi com ele até a fase final do Brasileiro. Foram 10 vitórias, 10 empates e 5 derrotas, incluindo aí insucessos em casa contra Criciúma (0-1), Bahia (1-1), Portuguesa (0-0) e Goiás (3-3). Acontece que era um campeonato digno, havia uma fase final e o sétimo colocado Palmeiras foi ao quadrangular decisivo para, depois de cinco vitórias e um empate contra Internacional, Atlético/MG e Santos, chegar à referida final.
A questão é: um resquício de otimismo me obriga a considerar a trajetória de 1997 (e os anos seguintes sob o comando de Felipão) como parâmetro. Porque, do contrário, eu poderia lembrar que, em 2002, fomos rebaixados com nove empates em 25 jogos, seis deles em casa. Agora, em 2010, já são 11 em 21.
Este 0-0 contra o Vasco certamente é menos vexatório que a inaceitável derrota sofrida para os marias na semana passada, mas imagino que outros palmeirenses devem ter deixado o Pacaembu tão irritado quanto eu. Porque não dá para entender como tantos lances podem ser desperdiçados de maneira cretina pouco antes de se transformarem em uma oportunidade de gol. É nego que, no último minuto, tropeça na área e desaba antes de a bola chegar, é bola que fica rodando de pé em pé sem que alguém se apresente para a finalização, é drible errado, é lançamento no pé do zagueiro, é o escambau. Tudo parece dar errado e o torcedor só se irrita a cada nova tentativa grotesca.
Veio mais um empate. Mais um fracasso em casa. Mais uma vergonha. O Palmeiras tem 4 vitórias, 4 empates e 3 derrotas nos 11 jogos que fez em casa. 4 vitórias em 11 jogos?! Uma campanha desprezível, inaceitável e incompatível com a nossa história. Isso pesa mais até que as 11 igualdades ao longo do campeonato, já que sete delas vieram na condição de visitante. Os empates e derrotas em casa, cada qual com uma história mais irritante, são o que de pior pode existir neste ano perdido - mais um!
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1997, Campeonato Brasileiro, Final
Palmeiras 0-0 Vasco. 54.243 pagantes
O time: Velloso; Pimentel, Roque Jr., Cléber e Júnior; Rogério, Marquinhos, Alex (Oséas) e Zinho; Euller (Edmílson) e Viola. DT: Luiz Felipe Scolari.
Vasco 0-0 Palmeiras. 89.900 pagantes
O time: Velloso; Pimentel, Roque Jr. Cléber e Júnior; Rogério, Galeano (Marquinhos), Alex (Oséas) e Zinho; Euller e Viola (Cris). DT: Luiz Felipe Scolari.
Tudo bem que Felipão não era o comandante do time no assustador empate de São Januário, no turno, mas não pude deixar de pensar nos dois jogos de 1997 enquanto me irritava a cada erro dos nossos jogadores na tarde de hoje no Pacaembu.
Duas conclusões disso tudo:
1. Evitem comparar os times;
2. Felipão chegou no segundo semestre de 1997. Pegou um time destroçado depois da derrocada no Paulistão daquele ano e foi com ele até a fase final do Brasileiro. Foram 10 vitórias, 10 empates e 5 derrotas, incluindo aí insucessos em casa contra Criciúma (0-1), Bahia (1-1), Portuguesa (0-0) e Goiás (3-3). Acontece que era um campeonato digno, havia uma fase final e o sétimo colocado Palmeiras foi ao quadrangular decisivo para, depois de cinco vitórias e um empate contra Internacional, Atlético/MG e Santos, chegar à referida final.
A questão é: um resquício de otimismo me obriga a considerar a trajetória de 1997 (e os anos seguintes sob o comando de Felipão) como parâmetro. Porque, do contrário, eu poderia lembrar que, em 2002, fomos rebaixados com nove empates em 25 jogos, seis deles em casa. Agora, em 2010, já são 11 em 21.
Crybaby strikes again!
E o Zé, comedor de outrora, agora só quer saber de chorar. A tal "quebra de sigilo" já rende a quase um mês, ou melhor, não rende rigorosamente nada, já que a tal mentira é daquelas de pernas curtas e o candidato não pára de cair nas pesquisas.
Ao invés de rever sua estratégia, o Zé preferiu levar sua ladainha até a OAB, em Brasília uma cidade que, cada vez mais vai ficando nos seus sonhos, para ver se a inhânha reverberava e rendia uns votinhos.
Será que é tão difícil entender que ele nunca será eleito com essa lenga-lenga de sigilo e discurso classe média sobre fim da obrigatoriedade e voto de legenda? A forma da sociedade é piramidal e a base é composta pelos menos abastados. Ahhhh, mas o Zé, o economista de mentirinha não tem projeto de governo, né?
Será que é tão difícil entender que ele nunca será eleito com essa lenga-lenga de sigilo e discurso classe média sobre fim da obrigatoriedade e voto de legenda? A forma da sociedade é piramidal e a base é composta pelos menos abastados. Ahhhh, mas o Zé, o economista de mentirinha não tem projeto de governo, né?
De BSB, via CBN: Blogs ligados ao PT divulgaram dados sigilosos, diz Serra
Clique aqui para ouvir
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Ainda repercutindo o lixo de Veja: Luis Nassif Online
Por @luisnassif
Está gozadíssima a repercussão da tal denúncia da Veja, sobre os R$ 5 milhões que teriam sido pagos de propina para a MInistra-Chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.
Como funcionam esses esquemas de fogo de exaustão da mídia? Um primeiro veículo solta a denúncia. Nos dias seguintes, os demais repercutem a denúncia e publicam matérias de apoio sobre outros temas envolvendo o personagem, muitos deles insignificantes, mas que servem de reforço para manter a denúncia em evidência.
A tal denúncia da Veja foi abatida em pleno vôo, por erros técnicos clamorosos:
1. Tratou o consultor da empresa que prestava consultoria como dono dela - a tal Via Net. O repórter não cuidou sequer de levantar o cargo correto.
2. Publicou um contrato padrão de assessoria - onde constava a "taxa de sucesso" de 6% - e não cuidou do básico: ler o objeto do contrato. A taxa se referia a eventuais financiamentos captados pela empresa de assessoria. O repórter aplicou o percentual sobre o total dos contratos da empresa junto aos Correios e apresentou como prova o contrato que o desmentia.
3. Tratou como suspeito o texto que fala que o assessor deve representar a assessorada em órgãos públicos e privados, mantendo regras éticas - texto padrão de qualquer contrato de assessoria.
4. No domingo, a Folha informou que a ANAC tinha renovado a concessão da empresa MTA, mesmo tendo parecer contrário de toda a diretoria. Mais uma barriga: o veto estava ligado apenas ao fato de faltarem documentos; depois de apresentados, a renovação ocorreu.
5. Durante todo final de semana, o repórter da Veja ficou acenando com a existência de gravações que comprovariam suas "denúncias". Truco! Quem tem mostra.
Conclusão: a repercussão ficou uma mula-sem-cabeça, apenas com as matérias de apoio, porque a denúncia principal (a tal propina de R$ 5 milhões) desapareceu completamente das matérias, -com a honrosa exceção do repórter Leandro Colon, da sucursal do Estadão em Brasilia, que continuou mencionando a informação furada da Veja.
Todas as matérias de apoio levantam a relevante informação de que, na cidade em que o maior número de postos de trabalho é no serviço público, parentes de Erenice também são funcionários públicos, alguns com cargos comissionados - uma noviddade tão grande quanto dizer que na família de Lula tem outros metalúrgicos.
Ainda repercutindo o lixo de Veja: Vi O Mundo
Via Net tenta obter da Veja cópia do contrato denunciado
Por Conceição Lemes
Em conseqüência das denúncias publicadas pela revista Veja, a sede da Via Net Express Transportes Ltda, à avenida Cangaíba, 1932, no bairro Cangaíba, Zona Leste da capital paulista, está fechada hoje.
A reportagem contra Erenice Guerra, ministra da Casa Civil, tem como espinha-dorsal a publicação de um contrato que teria sido firmado entre essa empresa e a Capital Consultoria e Assessoria Ltda. No fechamento dele, teria ocorrido o pagamento de propina.
Nesse domingo, a Via Net divulgou nota à imprensa (ler abaixo), negando não só o referido contrato como qualquer outro com a Capital Consultoria e Assessoria, de Israel Guerra.
“Nós não conhecemos nem fizemos qualquer negócio com as pessoas citadas na reportagem da Veja”, reafirma ao Viomundo Marcos Paulo Baronti de Souza, advogado da empresa. “Hoje, no decorrer do dia, vamos tentar com a Veja, pela via amigável, obter uma cópia do contrato. Só depois teremos condições de definir as medidas judiciais cabíveis.”
Empresa acusada em reportagem da Veja nega existência de contrato
Por Luiz Carlos Azenha
Curioso, isso. A reportagem-denúncia da revista Veja contra Erenice Guerra, que analisarei com maior cuidado nas próximas horas, tem como espinha-dorsal a publicação de um contrato. Teria acontecido no fechamento dele o pagamento de propina.
Porém, a empresa Via Net nega a existência do contrato reproduzido pela revista:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
VIA NET EXPRESS TRANSPORTES LTDA, empresa de direito privado inscrita no CNPJ 02.701.816/0001-78, por seu advogado abaixo subscrito, vem esclarecer o que segue:
Em reportagem veiculada pela Revista Veja e demais meios de comunicação, a empresa Via Net Express Transportes Ltda é citada em reportagens que circularam nesse fim de semana.
Cumpre esclarecer que o sr. Fabio Baracat nunca foi sócio, procurador ou gestor, e tampouco pertenceu algum dia ao quadro de funcionários da empresa, fatos esses que podem facilmente ser comprovados.
A Via Net Express não conhece o contrato apresentado na reportagem, não assinou esse suposto contrato, não conhece a Capital Assessoria, não conhece seus sócios, nunca manteve qualquer contato e qualquer tipo de relação comercial com a mesma.
Por fim cumpre informar que a Via Net Express não possui nenhum tipo de contrato de prestação de serviços com o Correio, nem compra serviços de tranpostre aéreo nas aeronaves do Correio.
Para os transportes das mercadorias dos clientes da Via Net Express, esta utiliza as ofertas das cias aéreas disponíveis no mercado.
A Via Net Express, diante de todos esses fatos e principalmente das publicações envolvendo o seu nome buscará os esclarecimentos necessários, para em seguida adotar as medidas judiciais cabiveis.
São Paulo, 12 de setembro de 2010
Via Net Express Transportes Ltda.
Marcos Paulo Baronti de Souza
Empresário que “acusa” na Veja divulga nota desmentindo a Veja
Por Luiz Carlo Azenha
Empresário divulga nota desmentindo reportagem da revista ‘Veja’
Revista afirmou que filho de Erenice Guerra cobrou propina.
Ministra nega e afirmou em nota que processará publicação.
O empresário Fábio Baracat divulgou nota na tarde deste sábado (11) na qual desmente reportagem publicada na edição deste final de semana da revista “Veja”. Na reportagem, a revista apresenta relato atribuído ao próprio empresário sobre uma suposta negociação com o filho da ministra Erenice Guerra (Casa Civil)
Segundo a revista, para conseguir fechar um contrato da empresa Via Net com os Correios, ele teria feito um pagamento de propina equivalente a 6% do valor do contrato, de R$ 84 milhões. De acordo com a reportagem, a finalidade da suposta propina, intitulada “taxa de sucesso”, era “saldar compromissos políticos”.
A redação da TV Globo procurou o empresário Fabio Baracat, que, segundo um tio, se encontra em Paris. Por meio do tio, ele enviou por e-mail uma nota de esclarecimento em que afirma: “Fui surpreendido com a matéria publicada na revista Veja neste sábado, razão pela qual decidi me pronunciar e rechaçar oficialmente as informações ali contidas”. A revista “Veja” ainda não se pronunciou sobre a nota de Baracat.
Leia abaixo a íntegra da nota do empresário:
“NOTA DE ESCLARECIMENTO
Fui foi surpreendido com a matéria publicada na revista Veja neste sábado, razão pela qual decidi me pronunciar e rechaçar oficialmente as informações ali contidas.
Primeiramente gostaria de esclarecer que não sou e não fui funcionário, representante da empresa Vianet, ou a representei em qualquer assunto comercial, como foi noticiado na reportagem. Apenas conheço a empresa e pessoas ligadas a ela, assim como diversos outros empresários do setor.
Destaco também que não tenho qualquer relacionamento pessoal ou comercial com a Ministra Erenice Guerra, embora tivesse tido de fato a conhecido, jamais tratei de qualquer negócio privado ou assuntos políticos com ela.
Acerca da MTA, há 3 meses não tenho qualquer relacionamento com a empresa, com a qual tão somente mantive tratativas para compra.
Importante salientar que durante o período em que mantive as conversas com a mencionada empresa aérea atuei na defesa de seus interesses, porém o fiz exclusivamente no âmbito comercial, ficando as questões jurídicas a cargo da própria empresa e sua equipe.
Inicialmente, quando procurado pela reportagem da revista Veja, os questionamentos feitos eram no sentido de esclarecer a relação da MTA com o Coronel Artur, atual Diretor de Operações dos Correios, em razão de matéria jornalística em diversos periódicos, nesta oportunidade ratifiquei o posicionamento de que embora tivesse conhecimento de alguns assuntos que refletiam no segmento comercial da empresa (que de fato atuava), não podia afirmar categoricamente a extensão do vínculo dela com o Coronel Artur.
Durante o período em que atuei na defesa dos interesses comerciais da MTA, conheci Israel Guerra, como profissional que atuava na organização da documentação da empresa para participar de licitações, cuja remuneração previa percentual sobre eventual êxito, o qual repita-se, não era garantido e como já esclarecido, eu não tinha o poder de decisão da empresa MTA.
Enfim, na medida que a MTA aumentava sua participação no mercado, a aquisição da empresa se tornava mais onerosa para mim, até que culminou, além de parecer legal negativo, na inviabilidade econômica do negócio.
Acredito que tenha contribuído com o esclarecimento dos fatos, na certeza de que fui mais uma personagem de um joguete político-eleitoral irresponsável do qual não participo, porém que afetam famílias e negócios que geram empregos.
São Paulo,11 de setembro de 2010.
Fabio Baracat”
Ainda repercutindo o lixo da Folha: Tijolaço
Até agente da ditadura serve à Folha contra Dilma
Por Brizola Neto
Por Brizola Neto
Depois a ombudswoman da Folha fica se queixando quando acontece uma reação indignada na internet contra o papelão a que o jornal está se prestando.
Está mandando gente para tudo o que é canto para tentar levantar informações que possa usar para explorar contra Dilma. Depois de mandar um enviado à Bulgária para ver se achava umas histórias escabrosas do pai da candidata, antes que este viesse para o Brasil nos anos 30(!!!), agora mandou um repórter a Porto Alegre para entrevistar um agente da ditadura, um espião da chamada “comunidade de informações” que diz ter sido encarregado de vigiar Dilma Rousseff.
Sim, acredite, o jornalzinho vai ouvir um ex-coronel da Brigada Militar, expulso da corporação por roubo de tijolos, é a fonte em que ele se ampara para tentar fazer uma contrapropaganda de Dilma.
Este cidadão, que não tem um pingo de autoridade moral e desonra a Brigada Militar – a força que resistiu à tentativa de golpe em 61 – ganha o direito de dar palpites sobre a personalidade de sua “espionada”:
“O ex-coronel relembra a Dilma que vigiou: cabelos armados, óculos de lente grossa, com personalidade forte para intervir em discussões entre esquerdistas e fazer valer sua opinião.”Pessoas desse tipo são duras, amargas. Ela é uma mulher amarga. Não é aquilo que está aparecendo na televisão. É lobo em pele de cordeiro”. “Lula vai se enganar com ela”, pontifica o espiãozinho.
Desde quando espião, araponga, agente da repressão tem o direito de ver um jornal sair publicando suas “análises” psicológicas? Ao que eu saiba, as únicas técnicas de “psicologia” usadas pelos agentes da repressão eram bordoadas, choques elétricos, chicotadas, sufocamento e outras barbaridades, que os colegas deste tal Sílvio Carriço Ribeiro, que a Folha de S. Paulo elevou à condição de “formador de opinião” sobre Dilma.
Que vergonha para a imprensa brasileira, que nojo para os democratas deste país!
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